FEST – Fundação Espírito-santense de Tecnologia

1398- TouchBiosafe: FEST apoia desenvolvimento tecnologia inédita com LED Far-UVC para descontaminação segura de telas touch screen

A Fundação Espírito-santense de Tecnologia (FEST) acaba de dar início a mais um projeto estratégico voltado à inovação tecnológica e à segurança sanitária. Trata-se do projeto “TouchBiosafe: Desenvolvimento e validação de telas com LED alto esterilizáveis”, coordenado por Patrícia Bourguignon Soares e financiado pela RM Fabricação e Desenvolvimento de Equipamentos Ltda. O projeto propõe o desenvolvimento de uma moldura inovadora para dispositivos touch screen, equipada com LEDs capazes de realizar a descontaminação automática das superfícies. O diferencial está na incorporação de um LED com comprimento de onda específico, capaz de eliminar microrganismos sem causar danos aos equipamentos ou riscos à saúde dos usuários. A solução foi pensada especialmente para ambientes de grande circulação de pessoas como aeroportos, shoppings, hospitais e terminais de autoatendimento onde a higienização constante de telas é um desafio logístico e sanitário. A radiação ultravioleta do tipo UVC é amplamente reconhecida por sua eficácia na eliminação de patógenos. No entanto, a faixa tradicional de UVC pode provocar danos à pele e aos olhos, exigindo que ambientes sejam evacuados durante sua aplicação o que inviabiliza seu uso em locais movimentados. Como alternativa promissora, estudos científicos apontam que a faixa conhecida como Far-UVC, com comprimento de onda entre 207 e 222 nanômetros (nm), é eficaz na inativação de microrganismos sem penetrar nas camadas mais profundas da pele ou nos olhos, oferecendo maior segurança para uso em ambientes ocupados. O projeto TouchBiosafe concentra seus esforços no desenvolvimento de um LED com emissão próxima a 222 nm, tecnologia ainda não disponível comercialmente em escala adequada e segura para aplicação contínua em dispositivos touch screen. Desenvolvimento científico e avanço tecnológico  Os testes iniciais realizados em laboratório da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES) demonstraram resultados positivos na eliminação de microrganismos por meio de um protótipo com LED de 222 nm. No entanto, os dispositivos atualmente disponíveis no mercado ainda não atendem plenamente aos critérios de segurança e eficiência exigidos para ambientes de uso contínuo. Para superar essa limitação, o projeto prevê: Pesquisa e seleção de materiais semicondutores, com foco inicial no nitreto de gálio (GaN) e suas variações, como o AlGaN, capazes de atingir o gap de energia necessário para emissão em 222 nm; Design e fabricação de LEDs customizados, utilizando técnicas avançadas de epitaxia e litografia; Testes e otimização dos dispositivos, avaliando eficiência luminosa, vida útil e segurança; Desenvolvimento da moldura autodescontaminante, com foco em ergonomia, integração e proteção do usuário; Integração e validação do sistema completo em ambientes reais de operação. A meta é alcançar o Nível de Maturidade Tecnológica (TRL) 7, com implantação do protótipo em ambientes operacionais reais e monitoramento contínuo da eficácia da descontaminação, segurança dos usuários e integridade dos equipamentos.  O projeto também contempla investimentos em infraestrutura laboratorial, aquisição de equipamentos para produção e testes de semicondutores, capacitação técnica da equipe, contratação de especialistas e utilização de laboratórios de ponta de ICTs parceiras. Além do impacto direto na desinfecção de superfícies, a iniciativa impulsiona o desenvolvimento nacional nas áreas de materiais avançados, semicondutores e optoeletrônica, fortalecendo a capacidade científica e tecnológica do país.  Entre os principais objetivos estão: Projetar e caracterizar um LED com pico de emissão em aproximadamente 222 nm; Desenvolver uma moldura autônoma para descontaminação segura de telas touch screen; Garantir a eliminação eficaz de microrganismos sem riscos à saúde humana; Criar uma solução tecnicamente viável, durável e economicamente sustentável para aplicação em larga escala. Com o TouchBiosafe, a FEST reafirma seu compromisso com a inovação aplicada, a segurança sanitária e o avanço tecnológico, contribuindo para soluções que dialogam diretamente com as demandas contemporâneas de saúde pública e transformação digital.  

1378- UFES, FEST e Vale S.A. firmam parceria para otimização e análise de perfis de rodas ferroviárias

A Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), com apoio da Fundação Espírito-santense de Tecnologia (FEST), inicia um novo projeto em parceria com a Vale S.A. voltado ao aprimoramento da eficiência e da segurança no transporte ferroviário. Intitulado “Cádetra Roda Trilho: Otimização e Análise de Perfis de Rodas Ferroviárias”, o projeto é coordenado pelo professor Dr. Guilherme Fabiano Mendonça dos Santos, do Departamento de Engenharia Mecânica do Centro Tecnológico da UFES. A iniciativa tem como foco o estudo aprofundado da interação entre roda e trilho, um dos elementos mais críticos da dinâmica ferroviária. A partir da análise e otimização dos perfis geométricos das rodas, o projeto busca propor soluções técnicas capazes de reduzir desgaste, minimizar custos de manutenção e aumentar a vida útil dos componentes ferroviários. O projeto envolve a aplicação de métodos avançados de modelagem, simulação computacional e análise estrutural, permitindo avaliar o comportamento mecânico das rodas em diferentes condições operacionais. A otimização dos perfis visa melhorar o desempenho dinâmico dos veículos ferroviários, contribuindo para maior estabilidade, segurança operacional e eficiência energética. A parceria com a Vale S.A. fortalece a integração entre universidade e setor produtivo, possibilitando que o conhecimento científico gerado na UFES seja aplicado diretamente em demandas reais da indústria ferroviária. Essa aproximação amplia o impacto das pesquisas desenvolvidas e reforça o compromisso institucional com a inovação tecnológica.  Impacto acadêmico e estratégico Além dos avanços técnicos, o projeto também promove a formação de recursos humanos altamente qualificados, envolvendo estudantes e pesquisadores em atividades de pesquisa aplicada. A iniciativa contribui para consolidar a UFES como referência em estudos na área de engenharia mecânica e dinâmica ferroviária. Com o suporte da FEST na gestão administrativa e financeira, o projeto garante agilidade e segurança na execução das atividades, fortalecendo o ecossistema de pesquisa, desenvolvimento e inovação no Espírito Santo. A Cádetra Roda Trilho representa mais um passo estratégico na construção de soluções tecnológicas voltadas à infraestrutura ferroviária nacional, alinhando conhecimento acadêmico, inovação e desenvolvimento industrial. Texto: Vanessa Pianca Projeto 1378  

1401- FEST, UFES e Petrobras avançam em projeto inovador para interpretação de dados de fibra óptica em reservatórios

A Fundação Espírito-santense de Tecnologia (FEST), em parceria com a Universidade Federal do Espírito Santo (UFES) e com apoio da Petrobras, iniciou o projeto “Interpretação de Dados de Fibra Ótica para Aplicações de Reservatórios”, coordenados pelos professores doutor Daniel da Cunha Ribeiro do Departamento de Engenharias e Tecnologia (DET)  do Centro Universitário Norte do Espírito Santo (CEUNES) e pelo professor Rodrigo Araujo Cardoso Dias da Wise. A iniciativa representa um avanço estratégico para o setor de Óleo & Gás ao propor uma metodologia integrada para análise e interpretação de dados de Sensoriamento Distribuído por Fibra Óptica (DFOS), com foco em poços com múltiplas zonas produtoras, como os encontrados no Polo Pré-Sal da Bacia de Santos. Monitoramento inteligente com DTS e DAS  O Sensoriamento Distribuído por Fibra Óptica (DFOS) tornou-se essencial no monitoramento da integridade estrutural e da produção em poços de petróleo. Entre as principais tecnologias estão: DTS (Distributed Temperature Sensing) – responsável pela medição contínua de perfis térmicos ao longo do poço; DAS (Distributed Acoustic Sensing) – que realiza o monitoramento acústico e sísmico com alta resolução espacial. Essas tecnologias permitem caracterizar o comportamento do reservatório, identificar regimes de escoamento, estimar vazões de fluidos e avaliar o desempenho de componentes como válvulas inteligentes e sistemas de gas lift. Em poços multizonais, o uso da fibra óptica amplia a capacidade de detecção de anomalias e otimização da produção. Embora o DFOS já seja utilizado na indústria, as aplicações atuais concentram-se, em grande parte, em poços de completação simples. O novo projeto vai além ao desenvolver modelos avançados capazes de: Estimar o rateio de vazão entre diferentes zonas produtoras; Identificar vazamentos, incrustações e falhas estruturais; Detectar mudanças operacionais em tempo real; Integrar dados acústicos, térmicos e de pressão. A proposta combina simulações numéricas, ensaios laboratoriais e técnicas de aprendizado de máquina, permitindo uma modelagem mais precisa do comportamento dos reservatórios.  Integração entre experimentação e modelagem numérica A metodologia do projeto está estruturada em três grandes frentes complementares: Será montada uma planta piloto no Laboratório de Métodos Experimentais em Fenômenos de Transporte (LaMEFT/UFES), capaz de simular o escoamento monofásico em um sistema com três zonas produtoras independentes. A unidade experimental contará com: Medidores de vazão mássica; Sensores de pressão e temperatura; Sistemas de sensoriamento distribuído por fibra óptica (DTS e DAS); Válvulas com geometrias complexas produzidas por manufatura aditiva. O objetivo é gerar dados empíricos controlados para validação dos modelos numéricos, além de simular cenários como variações de vazão, alterações no número de Euler das válvulas e situações de incrustação. A modelagem computacional será realizada com o software OpenFOAM, utilizando abordagens RANS e, em casos específicos, LES, para simulação de escoamentos turbulentos em válvulas utilizadas pela Petrobras. Mais de 5.000 simulações anteriores serão reaproveitadas, além da execução de cerca de 800 novas simulações. A partir desses dados, será possível: Mapear padrões acústicos associados a diferentes condições operacionais; Correlacionar vazão e nível de pressão acústica; Validar modelos com dados experimentais e operacionais. A utilização de analogias acústicas consagradas permitirá associar flutuações de pressão à geração de ruído, criando uma base sólida para o monitoramento em tempo real via DAS. Simulações CFD também serão aplicadas para investigar a relação entre os perfis de temperatura captados pelo DTS e as variáveis de escoamento, como velocidade e distribuição de vazões entre zonas produtoras. A análise térmica atuará de forma complementar à modelagem acústica, ampliando a robustez da interpretação dos dados de fibra óptica. Com apoio do Centro de Excelência em Inteligência Artificial (CEIA), o projeto desenvolverá modelos de machine learning e deep learning para detecção automática de anomalias. Entre as técnicas previstas estão: Random Forest, SVM e Gradient Boosting; Redes neurais LSTM e CNN; Transformadas de Fourier e Wavelet; Técnicas de clusterização e análise estatística por limiares. A integração de dados de DAS, DTS e PDG (Permanent Downhole Gauge) permitirá reduzir alarmes falsos e aumentar a precisão na identificação de eventos como vazamentos, falhas estruturais e alterações operacionais.  Monitoramento em tempo real e eficiência operacional Um dos grandes diferenciais do projeto é o desenvolvimento de um sistema com potencial para interpretação dinâmica e em tempo real dos dados de DFOS, reduzindo a necessidade de intervenções manuais frequentes. Entre os principais benefícios esperados estão: Aumento da eficiência operacional; Redução de custos com manutenção corretiva; Resposta rápida a eventos anômalos; Otimização sustentável da produção.  Inovação estratégica para o Pré-Sal Ao integrar experimentação, modelagem CFD, análise térmica e inteligência artificial, o projeto consolida uma abordagem inédita para aplicações em poços complexos do Polo Pré-Sal da Bacia de Santos. A parceria entre FEST, UFES e Petrobras reafirma o compromisso das instituições com o desenvolvimento tecnológico, a inovação aplicada e o fortalecimento da indústria nacional de óleo e gás, posicionando o Espírito Santo como protagonista na pesquisa de ponta em sensoriamento distribuído por fibra óptica. Texto: Vanessa Pianca Projeto: 1401  

1396 – UFES, FEST e ArcelorMittal Brasil S.A. lançam projeto INSTA para inovação e sustentabilidade no tratamento de águas

A Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), em parceria com a Fundação Espírito-santense de Tecnologia (FEST) e a ArcelorMittal Brasil S.A., deu início ao projeto projeto Inovação e Sustentabilidade no Tratamento de Águas (INSTA),  uma iniciativa estratégica voltada ao desenvolvimento de soluções tecnológicas mais eficientes e sustentáveis para a indústria siderúrgica. Vinculado ao Departamento de Engenharia Ambiental do Centro Tecnológico da UFES, o projeto tem como objetivo investigar novas tecnologias e processos aplicados ao tratamento de águas no contexto industrial, com foco na modernização de infraestruturas já existentes. A proposta é tornar os sistemas de tratamento mais sustentáveis, eficientes e alinhados aos princípios da economia circular. O INSTA busca não apenas aprimorar o desempenho ambiental das operações industriais, mas também contribuir para a redução de impactos ambientais, promovendo o uso racional dos recursos hídricos e a valorização de resíduos gerados no processo produtivo siderúrgico. Formação acadêmica aliada à prática profissional  Além do avanço científico e tecnológico, o projeto reforça o compromisso da UFES com a prática extensionista. A iniciativa envolve estudantes em desafios reais da indústria, proporcionando uma imersão profissional por meio de bolsas de estudo, taxas de bancada e vivências práticas que ampliam a formação acadêmica e facilitam a futura inserção no mercado de trabalho. A interação direta com o setor produtivo fortalece a formação técnica e crítica dos alunos, ao mesmo tempo em que promove a troca de conhecimento entre universidade e indústria, ampliando o impacto social e econômico das pesquisas desenvolvidas. O projeto é coordenado pelo professor Dr. Yuri Nascimento Nariyoshi, do Departamento de Engenharia Ambiental do Centro Tecnológico da UFES, que lidera as atividades técnicas e científicas voltadas à construção de soluções inovadoras para o tratamento de águas no setor siderúrgico. Com o apoio da FEST na gestão administrativa e financeira, o INSTA consolida mais uma importante parceria entre universidade e indústria, reafirmando o papel da UFES como protagonista na geração de conhecimento aplicado, inovação tecnológica e promoção do desenvolvimento sustentável. Texto: Vanessa Pianca

1384- UFES desenvolve projeto em parceria com a ArcelorMittal Brasil para caracterização físico-química de escórias siderúrgicas, com apoio da FEST

A Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), em parceria com a ArcelorMittal Brasil S.A. e com o apoio da Fundação Espírito-santense de Tecnologia (FEST), deu início ao projeto “Caracterização físico-química de escórias de siderurgia”. A iniciativa é coordenada pelo Prof. Dr. Ronaldo Pilar, do Departamento de Engenharia Civil do Centro Tecnológico (CT/UFES). O projeto consiste em um estudo inicial cujo principal objetivo é a construção de um banco de dados robusto sobre as características físicas, químicas, mineralógicas e morfológicas de diferentes tipos de escórias siderúrgicas, incluindo escórias de aciaria (LD e KR) e escórias de alto-forno (granulada e drypit). Esse conjunto de informações servirá de base para futuras pesquisas e prospecções de uso desses materiais, especialmente no setor da construção civil. A pesquisa busca realizar uma caracterização físico-química detalhada das escórias, utilizando diferentes técnicas analíticas, com foco nos seguintes objetivos específicos: Caracterização física das escórias quanto à massa específica, absorção, distribuição granulométrica e finura Blaine; Análise da composição química, incluindo teores de óxidos, perda ao fogo e resíduo insolúvel; Caracterização mineralógica por meio de difratometria de raios X; Avaliação termogravimétrica das escórias; Análise da forma das escórias moídas, considerando parâmetros como rugosidade, angularidade e relação de aspecto. Sustentabilidade e economia circular A justificativa do projeto está diretamente relacionada aos desafios ambientais enfrentados pela indústria da construção civil, especialmente diante do crescimento expressivo da produção de concreto e da consequente pressão sobre os recursos naturais e aumento das emissões de carbono associadas à fabricação do cimento. Segundo dados apresentados por Miller, Horvath e Monteiro (2018), o Brasil deverá registrar um aumento de aproximadamente 80% na produção de concreto até 2050. Nesse contexto, torna-se essencial buscar alternativas mais sustentáveis, alinhadas aos princípios da economia circular, por meio do aproveitamento de resíduos industriais como matérias-primas. De acordo com o Relatório Estatístico do Instituto Aço Brasil (2024), o país produziu cerca de 25,8 milhões de toneladas de ferro-gusa nos últimos 12 meses, gerando mais de 5 milhões de toneladas de escória siderúrgica. Embora parte desse material já possua aplicações consolidadas, como a escória granulada de alto-forno na fabricação de cimentos, outros tipos ainda apresentam uso limitado e baixo valor agregado. O projeto da UFES surge, portanto, como uma iniciativa estratégica para ampliar o conhecimento técnico sobre esses coprodutos, abrindo caminho para novas aplicações, reduzindo impactos ambientais e promovendo inovação tecnológica no setor siderúrgico e da construção civil.  Entre os principais resultados esperados do projeto estão: Desenvolvimento de metodologias para validação das propriedades físicas das escórias, como forma dos grãos, distribuição granulométrica e massa específica; Proposição de metodologias para caracterização química, mineralógica, solubilidade e reatividade das escórias; Elaboração de relatórios parciais e conclusivos do trabalho; Produção de relatórios de iniciação científica com os dados obtidos ao longo da pesquisa. Com o apoio da FEST, o projeto reforça o compromisso da UFES com a pesquisa aplicada, a sustentabilidade e a transferência de conhecimento, contribuindo para soluções inovadoras que unem desenvolvimento industrial e responsabilidade ambiental. Texto: Vanessa Pianca Projeto 1384

1349 – UFES, Petrobras e FEST firmam parceria em novo projeto para avaliar a qualidade do transporte aéreo offshore

A Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), em parceria com a Petrobras e com o apoio da Fundação Espírito-santense de Tecnologia (FEST), iniciou o projeto “Avaliação da qualidade do serviço de transporte fretado aéreo offshore em uma empresa do ramo de petróleo e gás”. A iniciativa tem como objetivo compreender as diferentes percepções sobre a qualidade do sistema de transporte aéreo fretado de funcionários offshore, considerando a visão de todos os atores envolvidos, desde o passageiro/usuário até a empresa contratante e a prestadora do serviço. O projeto será executado como um projeto piloto no terminal de passageiros do Farol de São Tomé, no estado do Rio de Janeiro. O projeto é coordenado pelo professor doutor Thiago Padovani Xavier, do curso de Engenharia de Produção do Centro Tecnológico da UFES, e integra as atividades do Laboratório de Engenharia da Qualidade, vinculado ao Departamento de Engenharia e Tecnologia (DET) do CEUNES/UFES. A pesquisa está sendo considerada fundamental para a sustentabilidade do Laboratório de Engenharia da Qualidade. Além disso, a iniciativa contribui para o fortalecimento das atividades interdisciplinares nas áreas de Engenharia, Tecnologia e Gestão, bem como para a consolidação do Programa de Pós-Graduação em Energia da UFES. Outro destaque do projeto é sua aderência aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030 da ONU, além do alinhamento aos princípios de ESG (Environmental, Social and Governance), promovendo práticas organizacionais socialmente responsáveis, ambientalmente sustentáveis e com governança adequada. Importância do transporte aéreo offshore para a indústria de óleo e gás  Para a Petrobras, o transporte aéreo offshore é vital para garantir a segurança e a eficiência das operações na indústria de petróleo e gás, especialmente em locais de difícil acesso. Com a expansão do mercado de exploração e produção, o transporte marítimo passou a não atender plenamente às necessidades operacionais, impulsionando a migração para o transporte aéreo fretado, sobretudo por meio de helicópteros. De acordo com a NR-37, o deslocamento de trabalhadores entre o continente e plataformas offshore deve ser realizado por aeronaves que atendam rigorosos requisitos de segurança, definidos por órgãos reguladores como a ANAC e por entidades internacionais, como a International Association of Oil & Gas Producers (IOGP). Nesse contexto, avaliar a satisfação dos passageiros torna-se essencial, uma vez que a qualidade do serviço impacta diretamente o bem-estar dos trabalhadores, a segurança operacional e a produtividade das operações offshore.  Embora o helicóptero seja o meio mais adequado para o transporte aéreo offshore seja por sua capacidade de voo pairado e por não exigir pistas de pouso, o serviço envolve fatores que influenciam diretamente a experiência e a satisfação do usuário. Estudos apontam que aspectos operacionais, organizacionais e de atendimento podem impactar significativamente a percepção da qualidade do serviço. Por isso, o projeto busca compreender de forma ampla as diferentes percepções sobre o sistema de transporte aéreo fretado, considerando usuários, empresas contratantes e prestadoras de serviço, a fim de identificar oportunidades de melhoria e propor medidas mais eficazes para o aprimoramento do sistema como um todo. Segundo o coordenador do projeto, professor doutor Thiago Padovani Xavier, a pesquisa tem um papel estratégico tanto para a academia quanto para o setor produtivo. “Nosso objetivo é avaliar a qualidade do transporte aéreo offshore de forma sistêmica, considerando a experiência do passageiro, os requisitos operacionais e as expectativas das organizações envolvidas. A partir dessa análise, esperamos contribuir com melhorias concretas para um serviço que é essencial para a segurança, o bem-estar dos trabalhadores e a eficiência das operações na indústria de petróleo e gás”, destaca o professor. Com o apoio da FEST, o projeto reforça o papel da UFES na produção de conhecimento aplicado, promovendo inovação, sustentabilidade e soluções estratégicas para setores-chave da economia nacional. Projeto: 1349 Texto: Vanessa Pianca

996- UFES e FEST desenvolvem novas técnicas de bioimpressão 4D para aplicações na área da saúde

A Fundação Espírito-santense de Tecnologia (FEST) apoia mais um projeto inovador da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), coordenado pelo Professor Dr. Arnaldo Leal Junior, do Departamento de Engenharia Elétrica do Centro Tecnológico. O projeto, intitulado “Novas técnicas de bioimpressão 4D em materiais avançados opticamente ativos: adicionando forma e função em tecnologias habilitadoras na área de saúde (OPTPRINT4D)”, é financiado pelo MCTI/FINEP, no âmbito da linha de apoio a Materiais Avançados e Minerais Estratégicos. Com duração de 36 meses, a iniciativa tem como propósito desenvolver tecnologias inovadoras baseadas em bioimpressão 4D, ampliando as fronteiras da engenharia biomédica e da manufatura de dispositivos voltados ao cuidado com a saúde. A pesquisa busca criar materiais biocompatíveis, biodegradáveis e responsivos a estímulos ópticos, possibilitando novas formas e funções em dispositivos médicos inteligentes. Entre as principais metas do projeto estão: o desenvolvimento de curativos inteligentes capazes de liberar medicamentos e monitorar o processo de cicatrização em tempo real; a criação de sistemas vestíveis transparentes para o monitoramento remoto de parâmetros fisiológicos, hormonais e imunológicos; e o desenvolvimento de músculos e tendões artificiais fotônicos, aplicáveis em robôs vestíveis orgânicos voltados à reabilitação e assistência de movimentos. De acordo com o professor Arnaldo Leal Junior, o projeto representa um avanço significativo na integração entre engenharia, ciência dos materiais e tecnologia da saúde. “Nosso objetivo é transformar o conhecimento científico em soluções práticas e acessíveis, que possam contribuir para a melhoria da qualidade de vida da população e para o fortalecimento da pesquisa em saúde no Brasil”, destaca o coordenador. A proposta também contempla etapas de validação de protótipos com voluntários, além de ações de transferência de tecnologia e inovação em parceria com empresas e instituições públicas. Assim, o OPTPRINT4D reforça o compromisso da UFES e da FEST com a produção científica de excelência e com o desenvolvimento de soluções sustentáveis e socialmente relevantes. Projeto: 996 Texto: Vanessa Pianca

967-UFES e FEST desenvolvem soluções sustentáveis para engenharia civil com resíduos da mineração e siderurgia

Com o objetivo de transformar desafios ambientais em oportunidades tecnológicas, a Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), com apoio da Fundação Espírito-santense de Tecnologia (FEST), desenvolve o projeto “Desenvolvimento de Soluções Sustentáveis para Engenharia Civil com Uso de Resíduos de Mineração e Siderurgia”. A iniciativa busca consolidar o uso de coprodutos siderúrgicos, especialmente os gerados pela ArcelorMittal Tubarão, na produção de materiais aplicáveis em obras de engenharia civil. O projeto é coordenado pelo professor Dr. Patrício José Moreira Pires, do Departamento de Engenharia Civil do Centro Tecnológico, e conta com a participação de pesquisadores, mestrandos e alunos de graduação do Programa de Pós-Graduação em Engenharia Civil da UFES. A FEST é responsável pela gestão administrativa e financeira do projeto. A proposta tem como foco o aproveitamento de escórias e outros coprodutos da siderurgia como substitutos de materiais naturais em aplicações como pavimentação, concreto e argamassas. A pesquisa se desdobra em cinco subprojetos principais, que avaliam desde o comportamento mecânico e ambiental desses materiais até a sua eficiência técnica em diferentes composições construtivas. Entre as linhas de investigação estão: Efeito da expansão de misturas com escórias em aterros; Avanços na dosagem de microrevestimentos asfálticos; Produção de camadas porosas de atrito (CPA) com escória LD; Análise do ciclo de vida da aplicação de coprodutos siderúrgicos em pavimentos; Uso da escória como aditivo expansor em argamassas de alto desempenho. Essas pesquisas buscam não apenas soluções técnicas eficientes, mas também reduzir o impacto ambiental da indústria siderúrgica, ao promover a reutilização de resíduos e diminuir a necessidade de extração de recursos naturais. Segundo o professor Patrício Pires, o projeto reforça o papel da universidade na inovação sustentável e na integração entre ciência e indústria: “Estamos desenvolvendo conhecimento aplicado, que contribui diretamente para a sustentabilidade e para o avanço tecnológico da engenharia civil. A parceria com a FEST é fundamental para viabilizar esse trabalho de forma estruturada e eficiente.” O projeto, com execução prevista até 2024, reafirma o compromisso da UFES e da FEST em promover a pesquisa científica voltada à sustentabilidade, transformando resíduos industriais em materiais de alto valor agregado para o setor da construção civil.

1062- Residência Tecnológica em Siderurgia forma profissionais para inovação na indústria capixaba

A Fundação Espírito-santense de Tecnologia (FEST) apoia o projeto “Programa de Residência Tecnológica em Siderurgia (PRETESI): Se Desenvolver para Inovar na Indústria”, vinculado ao Departamento de Engenharia Mecânica do Centro Tecnológico da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES). Coordenado pelo professor Dr. Marcio Ferreira Martins, o projeto tem duração prevista até abril de 2026 e é financiado pela ArcelorMittal Tubarão. O PRETESI tem como principal objetivo selecionar e capacitar estudantes dos cursos de Engenharia Mecânica e Ambiental da UFES, promovendo uma formação técnica e profissional voltada ao setor siderúrgico. Por meio de bolsas de estudo, taxa de bancada e atividades de imersão profissional, o programa busca preparar jovens engenheiros para atuar com excelência e inovação no mercado industrial. De acordo com o professor Marcio Martins, o programa fortalece a integração entre universidade e indústria, contribuindo para o desenvolvimento de soluções tecnológicas e sustentáveis para desafios reais do setor. “Além de formar profissionais qualificados, o PRETESI estimula a pesquisa aplicada e a criação de novos produtos e processos, com potencial de impacto positivo na economia e na sustentabilidade ambiental”, explica. Entre os resultados esperados estão o aumento da empregabilidade dos participantes, a geração de novos contratos e convênios com empresas parceiras e a manutenção da infraestrutura laboratorial da UFES, especialmente do Laboratório de Fenômenos de Transporte Computacional (LFTC), onde são realizadas as principais atividades do projeto. O laboratório dispõe de computadores de alto desempenho, clusters de processamento paralelo e softwares de uso industrial, o que garante aos estudantes uma formação alinhada às demandas tecnológicas do setor produtivo. Com o apoio da FEST, o projeto conta com gestão administrativa e financeira eficiente, assegurando o cumprimento dos prazos e a transparência na aplicação dos recursos. A Fundação é responsável pela execução de serviços, aquisições e contratações necessárias para o bom andamento das atividades. O PRETESI representa uma importante iniciativa de estímulo à inovação, aproximando a academia das demandas da indústria e contribuindo para a formação de profissionais preparados para os desafios da siderurgia moderna. Projeto: 1062 Texto: Vanessa Pianca

1225- Estudos de Incrustação Carbonática em Sistemas Pressurizados: Projeto da UFES e Petrobras Avança Pesquisa Inovadora

O projeto coordenado pelo Prof. Dr. Bruno Venturini Loureiro do Departamento de Engenharia Mecânica do Centro Tecnológico da UFES, está realizando avanços na área de incrustação carbonática em sistemas pressurizados, com o apoio da Fundação Espírito-santense de Tecnologia (FEST) e Petrobras. Essa pesquisa é pioneira no estudo das complexas interações que ocorrem entre a incrustação de carbonato de cálcio (CaCO3), óleo e o dióxido de carbono (CO2) em ambientes de alta pressão e temperatura, simulando condições encontradas em poços petrolíferos. Desde 2012, o tema da incrustação carbonática vem sendo estudado na UFES. O fenômeno ocorre quando o CaCO3 precipita e se deposita nas paredes de tubulações, válvulas e outros equipamentos, reduzindo a eficiência de operações de extração de petróleo e aumentando os custos de manutenção. Embora a termodinâmica da precipitação de carbonato de cálcio seja bem compreendida em condições padrão (25°C e 1 atm), pouco se sabe sobre o comportamento do CaCO3 em condições extremas, com injeção de CO2 e presença de óleo. A pesquisa visa suprir essa lacuna de conhecimento, explorando as influências do CO2, da fase oleosa, da temperatura, de íons como sulfato e magnésio, e até do efeito de campos magnéticos no processo de incrustação. O estudo possui uma série de objetivos específicos, como: Adequar a unidade experimental do reator pressurizado para executar experimentos com emulsões óleo-água; Desenvolver metodologias para o preparo de emulsões água-óleo em sistemas pressurizados; Compreender o polimorfismo do carbonato de cálcio na presença de óleo e quantificar a incrustação em cupons metálicos; Investigar o efeito de campos magnéticos na formação de incrustações em sistemas pressurizados com óleo e CO2; Estudar as taxas de incrustação em diferentes vazões e regimes de escoamento, identificando fatores que influenciam a formação e aderência de cristais de CaCO3. O projeto envolve o uso de dois protótipos experimentais que simulam condições reais de poços petrolíferos, permitindo testes controlados para estudar a incrustação em ambientes pressurizados. Esses sistemas operam em até 100 bar de pressão e 90°C de temperatura, com a possibilidade de injeção de CO2 e controle preciso da salinidade e composição química. Desde 2021, a necessidade de estudar a fase oleosa marcou uma nova fase do projeto, com o desenvolvimento de uma unidade experimental patenteada entre a UFES e a Petrobras. Nos experimentos iniciais, observou-se a predominância da forma aragonita do carbonato de cálcio, ao invés das formas calcita e vaterita, com maior interação com o óleo, um fenômeno ainda não bem documentado na literatura científica. Outro aspecto relevante é a investigação sobre a molhabilidade do carbonato de cálcio – a capacidade de o CaCO3 ser molhado por água ou óleo, dependendo da polaridade de sua superfície. Isso é crucial para entender como o CaCO3 interage com o óleo em ambientes reais de poços petrolíferos. Além disso, o projeto também explora o uso de campos magnéticos para mitigar a formação de incrustações. A hipótese é que o campo magnético pode influenciar a formação de cristais, reduzindo a aderência deles às superfícies metálicas dos equipamentos. O estudo busca gerar uma série de resultados inovadores, como: Avaliar a influência do CaCO3 na estabilidade de emulsões água-óleo; Compreender o polimorfismo do carbonato de cálcio na presença de óleo; Investigar o efeito de campos magnéticos na incrustação em sistemas pressurizados; Quantificar a incrustação em diferentes regimes de escoamento. Contribuições para o Setor Petrolífero Os resultados desse estudo têm o potencial de impactar diretamente o setor de extração de petróleo. Ao compreender melhor os mecanismos de incrustação em condições extremas, será possível desenvolver estratégias mais eficazes para prevenir e mitigar a formação de incrustações, aumentando a eficiência e a segurança das operações em poços petrolíferos. O projeto reafirma o compromisso da UFES em promover inovações científicas e tecnológicas que atendam às necessidades da indústria, colaborando com parceiros estratégicos, como a Petrobras e a FEST, para enfrentar desafios tecnológicos complexos. A pesquisa coordenada pelo Prof. Dr. Bruno Venturini Loureiro é um exemplo de como a ciência aplicada pode fornecer soluções para problemas reais da indústria petrolífera, com potencial para reduzir custos e otimizar processos de extração de petróleo em ambientes extremos. O trabalho desenvolvido promete contribuir significativamente para o entendimento e mitigação da incrustação carbonática, um dos principais desafios operacionais na indústria de óleo e gás